A síndrome do pânico é um quadro em que a pessoa tem crises súbitas de medo intenso, com sensação de que algo muito grave vai acontecer mesmo sem um perigo real naquele momento. Quem nunca viveu isso, às vezes acha que é “exagero” ou “frescura”. Mas não é. O corpo e a mente entram num modo de alarme que parece incontrolável.

Do ponto de vista da neurociência, há uma ativação importante do sistema de ameaça (como se o cérebro apertasse o botão de “emergência”). Do ponto de vista psicanalítico, a crise também pode ser entendida como um tipo de “explosão” quando algo interno um conflito, uma dor, uma tensão psíquica fica difícil de simbolizar em palavras e se expressa no corpo.

Como é uma crise de pânico na prática

É comum a pessoa relatar:

👉 Exemplo realista e comum: alguém está no supermercado, na fila, e de repente sente o peito apertar e pensa: “Vou cair aqui”. A pessoa sai correndo para o carro, tenta respirar, liga para alguém, sente vergonha e confusão depois. Isso acontece com muita gente.

Por que parece que vem “do nada”?

A crise pode parecer sem motivo porque o gatilho nem sempre é um evento óbvio. Às vezes, o gatilho é:

Pelo olhar psicanalítico, o “do nada” muitas vezes é o “do que não foi dito”: emoções que foram empurradas para baixo do tapete (tristeza, raiva, medo, culpa) podem reaparecer como angústia sem nome e o corpo vira o palco.

Síndrome do pânico x ansiedade x ataque de coração

É muito importante não se diagnosticar sozinho. A crise de pânico imita sintomas cardíacos, e por isso é comum procurar emergência.

✅ Na prática: muitas pessoas fazem exames, dá tudo normal, e ainda assim o sofrimento é real. “Exame normal” não significa “não é nada”; significa que o corpo não está em risco naquele eixo e então precisamos olhar para o eixo emocional/psíquico e para o sistema de alarme do cérebro.

Conclusão

A síndrome do pânico é séria, tratável e não define quem você é. Entender o que acontece no corpo e na mente já reduz um pouco o medo. O tratamento costuma envolver psicoterapia e, em alguns casos, acompanhamento médico

Pelo olhar psicanalítico, o caminho também é transformar sensações assustadoras em palavras, sentidos e história, para que o corpo não precise “gritar” o que a mente não conseguiu elaborar.


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